terça-feira, 20 de julho de 2010

A Oeste do Equilíbrio


Agora me encontro aqui com meus planos e sonhos adoecidos.
Resultado da matemática que somou minha utopia ao cinismo.
Dos dias em que tentei penhorar minha alma por alguns trocados
Que pudessem comprar ao menos um sorriso amarelo.

As músicas que, ao fim, parecem ter sido escritas para nós,
Ora tem seus refrões calados. O sentido sobre chamas!
A garra de outrora parece estar cansada demais esse inverno.
E a seqüência de murros me diz que todo otimismo tem um limite.

O pesar bate a porta. "Você traiu sua Ciência", face ao espelho,
"Os momentos foram momentos; você não precisa mais", eu disse.
"E foi a última vez que foi a terra. Que seja o céu!", proclamei.
Porém, antes é preciso ler, refletir e aprender com o passado.

As obras empoeiradas que retratam meus dias, me dizem que
Histórias de personagens singulares jamais são publicadas.
E o fio de consciência que ainda resta dessa realidade que
Alguns pequenos atos de egoísmo arquitetam belas sepulturas.

O pó de meus alicerces escorre entre minhas mãos;
A inércia da angústia após um salto em queda-livre. Para onde vou?
Então, a queda sem norte trás a tona as reflexões e razões;
O caminho que trilhamos é fruto das escolhas que fazemos.

Eu caminharei ao encontro das memórias, cartas e fotografias,
Onde nascerá um novo homem, onde escolherei um novo rumo;
Onde incendiarei e trocarei os momentos, as palavras e as faces.
E quem acha que a fraqueza e miséria imporão limites, lembre-se:

...Ainda há um último fósforo.

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