terça-feira, 20 de julho de 2010

Coerência?


Dor horrenda e liberta de forma.
Palavras frias, inimigas da quimera,
Cuja meta é a colocação sincera,
Entorpecida demais para a norma.

Esqueça a libra; só o sangue dá o aval,
Ou tu confundiste o significado do venal?

O papel é meu mundo; é do meu jeito.
A franqueza rompe os fios com a ciência;
A fraqueza ergue as pontes d'essência.
Que brilhe o sangue e ofusque o preceito!

Ora cinzento o bastante para a vaidade,
Alcoolizar-me-ei, então, de sinceridade.

E que se foda as regras e a beleza.
O que vale o decassílabo em frases,
Cujas conclusões são minhas fases;
E somente há o amargor da tristeza?

27.Agosto.2009

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